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CQC e o apelo exacerbado ao sexo

Hoje, dia 12/04/2010, eu estava assistindo o programa CQC, na Band. Estava, pois, após 2/3 de programa, me senti obrigado (e inspirado) a escrever o presente post. No momento em que escrevo (23:40), o CQC continua sendo transmitido. Porém, não consigo mais suportar tamanha falta de imaginação por parte de um programa de humor.

A partir de hoje, não vou mais perder meu precioso tempo com um programa que, esperava eu, não cairia no erro de praticamente todos os programas de humor existentes: a apelação exacerbada ao sexo. Eu explico, o raciocínio básico é: quando as boas idéias acabam, basta apelar para qualquer coisa relativa ao sexo. 100% funcional, essa é a estratégia número 1 de 99% dos programas de humor existentes na TV. Digo 99% pois tenho a esperança de que o 1% restante exista. Pessoalmente, porém, não conheço nenhum exemplo para colocar aqui.

Pra mim o CQC é hoje, oficialmente, o novo Pânico na TV. A única diferença é a emissora. É lamentável que um programa que foi tão bem em seu primeiro ano, com quadros realmente engraçados e não apelativos, tenha conseguido equiparar seu nível com outros programas de mais baixo calão, ficando lado a lado com outros podres da TV como Casseta e Planeta e Zorra Total.

Eu assistia, no máximo, umas 4 horas de TV por semana. Agora, com o meu repúdio ao CQC,  verei apenas umas 2 horas, distribuídas entre o Jornal Nacional e o Jornal da Record (e apenas durante o período que estou jantando, já que prefiro acompanhar as notícias do Brasil e do mundo pela Internet).

O que mais me incomoda não são as insinuações constantes de coisas sexuais em tudo. O que mais me incomoda é que elas são totalmente sem graças e desnecessárias. E não me venham falar que eu é que não tenho senso de humor. Não sou eu que não tenho senso de humor, quem acha graça em qualquer piadinha referente à sexo é que não tem senso crítico.

Isso acaba contribuindo para um outro problema: o vocabulário das conversas do dia-a-dia está ficando cada vez mais restrito. Comece a observar. Toda semana eu descubro uma palavra nova que acabou de ganhar status de conotação sexual. Automaticamente, você não pode mais usá-la no dia-a-dia, sob o risco de ser vítima de qualquer piadinha sem graça. Quer um exemplo? Hoje não se pode falar absolutamente nada com a palavra “dar” que sempre tem alguém em volta para zoar e dar uma risadinha. É automático. Mesmo o contexto deixando interpretações sexuais totalmente fora de cogitação, sempre tem um otário por perto para querer dar aquela zoada. Ops, usei a palavra “dar” novamente… Acho melhor substituí-la por outra coisa antes que alguém venha inventar alguma gracinha referente a isso nos comentários.

Fãs exacerbados do CQC, podem começar a enviar seus comentários de ódio em defesa do “programa número um da família brasileira.”. Só digo uma coisa: ao contrário do Marcelo Tas que, acredito eu, por ordens superiores, deixou o nível do programa baixar tão descaradamente, eu não deixarei o nível baixar nos comentários aqui postados. Discorda das minhas opiniões? Ótimo! Pode escrever tudo o que pensa nos comentários, desde que seja com educação.

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Categorias:Diversos
  1. NAOinjustiça
    novembro 29, 2011 às 6:37 pm

    O pior é que é verde. hoje em dia os programas de humor não sabem fazer o humor simplesmente criando, hoje o sexo está em todo lugar nem palhaço para festinha de criança escapa . É uma falta de desrespeito muito grade pois as crianças deviam ser polpadas de tanta imoralidade..

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