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Documentário – A Ponte

“A Ponte” é o melhor documentário brasileiro que eu já assisti. Não o confunda com um outro documentário, de mesmo nome, referente à Golden Gate bridge de São Francisco, EUA.

“A Ponte” narra alguns dos problemas sociais do Brasil e da cidade de São Paulo, tendo como plano de fundo a vida dos moradores do Parque Santo Antônio (um bairro humilde próximo ao rio Pinheiros, na cidade de São Paulo).

Exibindo o exemplo da ONG “Casa do Zezinho”, um local de recreação com as mais diversas atividades disponíveis para os moradores do Parque Santo Antônio, “A Ponte” não mostra apenas os problemas, mas também aponta soluções para os mesmos.

O que mais chamou minha atenção no documentário foram os diálogos. Todos eles são realmente muito inteligentes, ricos e bem trabalhados. É um ensinamento atrás do outro. Películas como essa me fazem refletir sobre o quanto eu tenho a aprender com essa população, excluída pela maioria da sociedade. Tenho certeza de que você pensará o mesmo assim que terminar de ver o documentário.

Outro ponto positivo é a diversidade de pessoas que expõem seu ponto de vista. Tem de tudo, desde moradores do próprio bairro até vereadores. Veja só alguns deles:

  • Mano Brown, rapper
  • Floriano Pesaro, vereador (na época da entrevista concebida para o documentário, Pesaro era na verdade Secretário de Desenvolvimento Social)
  • Dagmar Garroux, educadora (autora de boa parte dos fantásticos diálogos do documentário)
  • Ferréz, escritor
  • João Batista Cardoso, empresário
  • Saulo Garroux, educador.

Todos eles promovem um debate soberbo sobre os problemas da região e suas respectivas soluções. Isso dá bastante credibilidade para a película, não a fazendo cair no erro de muitos documentários que somente expõem opiniões pré-filtradas de algumas poucas pessoas previamente selecionadas.

Apesar de seus poucos 41 minutos de duração, “A Ponte” é um documentário obrigatório.

“Eu acho que o Estado é falho? É óbvio que eu acho. Qualquer pensante acha que o Estado é falho. Mas eu não acho que o Estado, por ter obrigação, tira a minha.” – Fabio Gurgel

Abaixo, o trailer:

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