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Cambridge Advanced Learner’s Dictionary – Third Edition

Um dos meus primeiros posts neste blog foi uma análise do dicionário Longman. Há algum tempo, contudo, venho usando também o dicionário de Cambridge. Nada mais justo do que fazer uma análise sobre este último também.

Antes de começar, é bom esclarecer que o dicionário de Cambridge não cobre apenas o inglês britânico, como seu nome pode levar a pensar. Assim como o Longman, o dicionário de Cambridge também vem com um CD que possui a pronúncia em voz de todas as palavras presentes no dicionário, tanto no inglês britânico quanto no americano. Neste quesito, contudo, eu considero a pronúncia do Longman mais nítida. É possível entender a de ambos os dicionários sem problemas, mas eu achei a pronúncia do Longman mais limpa (como se tivesse sido gravada com um equipamento mais profissional).

De uma maneira geral, em termos de verbetes, o dicionário de  Cambridge é bem mais completo que o Longman. Uma coisa que sentia falta no Longman, eram definições para palavras e expressões de baixo calão e de cunho sexual. No Longman, qualquer expressão e/ou palavra que tenha um sentido estritamente ofensivo/sexual não aparece no dicionário. No de Cambridge, contudo, elas estão todas presentes. Achei um pouco de infantilidade o fato do Longman não incluir tais verbetes. Apesar de ofensivos, eles fazem parte da língua e deveriam entrar no dicionário.

O dicionário de Cambridge é monolíngue, ou seja, tanto as palavras quanto as definições são mostradas apenas em inglês. Isso oferece vantagens e desvantagens. A grande vantagem é que isso força com que você mergulhe inteiramente sua mente na língua inglesa. A desvantagem é que não é possível fazer um mapeamento imediato de uma expressão do inglês para uma do português (e vice-versa), como o Longman faz.

No geral, o dicionário de Cambridge complementa o Longman (e vice-versa). Em 99% dos casos, o que você não encontra em um, encontra no outro. Pessoalmente, eu sempre consulto o Longman primeiro, pois sempre gosto de ouvir a pronúncia das palavras. E como eu disse na análise, eu achei as pronúncias do Longman um pouco melhores. Caso não encontre o que desejo no Longman, então vou para o Cambridge. Se fosse para escolher apenas um, eu, sinceramente, não saberia qual escolher. É uma decisão muito difícil. A principal vantagem do dicionário de Cambridge é a quantidade bem maior de verbetes. Já a principal vantagem do Longman é o mapeamento de expressões do Português para equivalentes do Inglês (e vice-versa). Os dois casos são pontos fortíssimos. Se você realmente optar por apenas um deles, fique sabendo que, qualquer que seja sua escolha, em algum momento você terá que consultar o outro. Eu sempre tenho ambos minimizados no meu PC, prontos para esclarecerem qualquer dúvida. 😉

Se o Longman é o melhor dicionário bilíngue que conheço, o Cambridge é, sem dúvida, o melhor monolíngue. Recomendado!

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Categorias:Línguas
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